segunda-feira, 18 de agosto de 2008

História de pescador

História do pescador que resistiu ao canto da sereia...
(Homenagem minha a Dorival Caymmi)

Fúria de luzes, ritmo frenético, ópera do vil metal
e ele pausa em frente ao mar, dedilhando a paz no violão.

Corpos se cruzam, olhares sem sentido, máscaras pelo chão
e ele elogia a beleza que não há de sucumbir.

Mundo em dicotomias, bem e mal, angústia e euforia

e ele ri da vida, das bobagens criadas para reduzi-la.

Tristes tormentas, amor em desarmonia, dor e solidão
e ele silencia com o coração, cantando o bem amar.


F. 







terça-feira, 5 de agosto de 2008

Paixões



experimento o amor e o transformo em veneno
que me percorre lentamente
atiro-me aos dias cujo enredo são risos e lágrimas


volto às esquinas, e não sei como vivê-las
afasto-me dos carros, observo os movimentos
corro por dentro, recobro os sentidos


atravesso a noite, sem pensar em dormir
conto as estrelas e lá estão elas
divertindo-se com as paixões mundanas

F.









quinta-feira, 31 de julho de 2008

Enganos

O pior dos enganos é o que esperamos do outro.
O mundo não é programável, emana instabilidade.
As coisas não giram ao meu redor. E nem ao seu redor.
Os fatos demonstram o que não queremos ver.
As pessoas não são personagens da nossa imaginação.
Eu não devo querer o que, no fundo, não quero.
E todas as outras coisas são fúteis.


F.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Sentido

Eu gosto de me perder e de pensar que você,
ao ler estas palavras, vai sorrir e imaginar a voz, o sentido, a intenção.

O amor, antes de mais nada, demanda gentileza dos corações envolvidos.
Ele é feito de fragilidades.E escapa aos fortes, aos cegos de razão.

F. 

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Miragem



... se a gente deixasse os outros
e arrumasse um tempo só pra nós dois.


... e andasse por aí, amando o presente,
rindo do passado e planejando o depois.

F.


sexta-feira, 18 de julho de 2008

Amor nos tempos...


A história de um amor impertinente, insistente, persistente e intenso... lindo!

Hoje acordei


Hoje, estranhamente, acordei. Ou hoje acordei estranhamente.
Não sei ao certo. Fato é que pensei que a vida só se explica mesmo no final (ou nem aí). E eu não faço a menor ideia do ponto em que estou.
E, assim, avaliei que o ritmo e a intensidade dela são as únicas coisas que dependem de mim. O resto não.
Senti que tenho todo o direito de ser exatamente quem eu quero ser, mesmo que alguém pense o contrário. E estabeleci como único limite aquele que me ultrapassa e que alcança o outro. Também pensei em palavras simples, mas que são o meu mantra: fazer o bem e colher o bem, mesmo que o maus pensamentos rondem a minha porta vez ou outra. Renovei minhas crenças, minha fé, meus planos e minhas razões. Fiz e farei faxinas diárias em meu coração, mantendo-o limpo, reluzente e perfumado para mim e para aqueles que amo. Perdi a vontade de dar conta de tudo, de me magoar com coisas que não têm a mínima importância. Sou livre para errar, amar, calar, gritar, revirar, voltar, dentre outras coisas.
E o que espero, não, não espero nada, apenas realizar o que vier para mim e desperdiçar o que não me couber.


F.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Detalhes de uma guerra íntima (parte 2)

Ela perdeu todas as suas certezas pelo caminho e passou a duvidar dos dias, mesmo dos mais felizes. Ele refez sua vida e, um a um, os planos de antes. Agora, passa os dias em outro lugar. Mas ainda acorda no meio da noite.

F. 

terça-feira, 17 de junho de 2008

Deu vontade de escrever


Nenhuma explicação.
Nem um sorriso a mais.
Faz perder a cor.
Obriga a pensar no que eu quero.

E, enquanto penso,
à minha frente,
abrem-se os caminhos.

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