sexta-feira, 18 de julho de 2008

Amor nos tempos...


A história de um amor impertinente, insistente, persistente e intenso... lindo!

Hoje acordei


Hoje, estranhamente, acordei. Ou hoje acordei estranhamente.
Não sei ao certo. Fato é que pensei que a vida só se explica mesmo no final (ou nem aí). E eu não faço a menor ideia do ponto em que estou.
E, assim, avaliei que o ritmo e a intensidade dela são as únicas coisas que dependem de mim. O resto não.
Senti que tenho todo o direito de ser exatamente quem eu quero ser, mesmo que alguém pense o contrário. E estabeleci como único limite aquele que me ultrapassa e que alcança o outro. Também pensei em palavras simples, mas que são o meu mantra: fazer o bem e colher o bem, mesmo que o maus pensamentos rondem a minha porta vez ou outra. Renovei minhas crenças, minha fé, meus planos e minhas razões. Fiz e farei faxinas diárias em meu coração, mantendo-o limpo, reluzente e perfumado para mim e para aqueles que amo. Perdi a vontade de dar conta de tudo, de me magoar com coisas que não têm a mínima importância. Sou livre para errar, amar, calar, gritar, revirar, voltar, dentre outras coisas.
E o que espero, não, não espero nada, apenas realizar o que vier para mim e desperdiçar o que não me couber.


F.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Detalhes de uma guerra íntima (parte 2)

Ela perdeu todas as suas certezas pelo caminho e passou a duvidar dos dias, mesmo dos mais felizes. Ele refez sua vida e, um a um, os planos de antes. Agora, passa os dias em outro lugar. Mas ainda acorda no meio da noite.

F. 

terça-feira, 17 de junho de 2008

Deu vontade de escrever


Nenhuma explicação.
Nem um sorriso a mais.
Faz perder a cor.
Obriga a pensar no que eu quero.

E, enquanto penso,
à minha frente,
abrem-se os caminhos.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

versinho para Santo Antônio


Santo Antônio, coitado, deve ficar aflito
com essa fama de casamenteiro que lhe arrumaram.


De cabeça pra baixo, de castigo no canto,
ou mesmo dependurado,
ele pensa: essas mulheres de hoje
só querem saber de namorado.

F.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Tenho motivos

Quero passar pelos gestos seus
e fugir como, às vezes, fujo de mim.
Ficar ao seu lado e suportar sua ausência,
mesmo com você bem aqui.
Não vou mais acordar nos seus sonhos
e nem quero que sejam minhas as suas ilusões.
Vou, porque tenho motivos para ficar,
e quero ir.
Agora, mudam as madrugadas.
Guardo você, e coleciono motivos para voltar.

F.

sábado, 7 de junho de 2008

Lorca


Eu pronuncio teu nome nas noites escuras,
quando vêm os astros beber na lua
e dormem nas ramagens das folhas ocultas.

E eu me sinto oco de paixão e de música.
Louco relógio que canta mortas horas antigas.

Eu pronuncio teu nome, nesta noite escura,
e teu nome me soa mais distante que nunca.

Mais distante que todas as estrelas
e mais dolente que a mansa chuva.

Amar-te-ei como então alguma vez?
Que culpa tem meu coração?

Se a névoa se esfuma,
que outra paixão me espera?

Será tranqüila e pura?
Se meus dedos pudessem desfolhar a lua!!


Garcia Lorca

terça-feira, 3 de junho de 2008

Inacabado


Inacabado,
como um verso que não virou poema.

Em busca de completar o que não lhe pertence
ela lê as pistas erradas e sofre sem o menor cuidado.

Despreza sentimentos e passa por sinais fechados.
Eu digo: inacabado, talvez não fosse para ser.

E ela, o que faz?
Insiste em fingir que não ouve
e se atira ao perigo,
vai sofrer o que não precisava.

Alguém avise a esta louca
que a vida não brinca com quem se atreve a atrever.
E que de nada adianta um se dois ela não pode ser?

F.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Você me ama?


Quem te ama tanto
e insiste em acreditar

que leve flores nas mãos
e sua boca ouse beijar

que fale palavras intensas
dessas feitas para encantar

e revele suas intenções
mas diga que só tem graça se você gostar

Quem te ama tanto e tão bem te quer
que escreva eu te amo para registrar.

F. 

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