sexta-feira, 3 de junho de 2011

Prestando atenção nos sinais

Nem todas as épocas da nossa vida são boas. A vida alterna momentos bons e ruins, é o ciclo. Eu já experimentei os sentimentos mais díspares possíveis e os reconheço como parte da minha vida. A questão é que, com o tempo, fui parando um pouco pra prestar atenção nos sinais que chegam quando a coisa tá feia. E eles vêm! Isso me encanta de uma maneira, ninguém sabe o quanto. Essa semana andei triste como há muito tempo não me via. Desconsolada, é a palavra. E, de repente, um singelo milagre: um monte de escritos (poemas, pensamentos, letras de música) foram caindo nas minhas mãos, apresentando-se aos meus olhos e conversando com as tristezas da minha alma. Eles vieram de locais diferentes, de pessoas diferentes que nem de longe intuem o que se passa dentro de mim. E agora, ficarão registrados aqui, como uma prova de que ando prestando atenção nos sinais:

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Renova-te.
Renasce em ti mesmo.
Multiplica os teus olhos, para verem mais.
Multiplica os teus braços para semeares tudo.
Destrói os olhos que tiverem visto.
Cria outros, para as visões novas.
Destrói os braços que tiverem semeado.
Para se esquecerem de colher,
Sê sempre o mesmo.
Sempre outro.
Mas sempre alto.
Sempre longe.
E dentro de tudo.


Cecília Meireles




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A esperança me chama, e eu salto a bordo
como se fosse a primeira viagem. Se não conheço 
os mapas, escolho o imprevisto:
qualquer sinal é um bom presságio.
Seja como for, eu vou,
pois quase sempre acredito: 
ando de olhos fechados feito criança brincando de cega.
Mais uma vez saio ferida ou quase afogada,
mas não desisto.
A dor eventual é o preço da vida: passagem, seguro e pedágio.


Lya Luft


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Mais uma vez o tempo me assusta.
Passa afobado pelo meu dia,
atropela a minha hora,
despreza a minha agenda.
Corre prepotente
A disputar lugar com a ventania
O tempo envelhece, não se emenda


Deveria haver algum decreto
Que obrigasse o tempo a desacelerar
E a respeitar meu projeto
Só assim eu daria conta
dos livros que vão se empilhando,
das melodias que estão me guardando, 
das saudades que venho sentindo,
das verdades que ando mentindo, 
das promessas que venho esquecendo
dos impulsos que sigo contendo
dos prazeres que chegam partindo
dos receios que partem voltando


Agora, que redijo a página final
Percebo o tanto de caminho percorrido
Ao impulso da hora que vai me acelerando
Apesar do tempo, e sua pressa desleal, 
Agradeço a Deus por ter vivido
Amanhecer e continuar teimando...


Flora Figueiredo


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Quando eu ouço as canções que eu fiz pra você
o tempo vem dizer
o que o tempo deve ser
o espaço em que agora o meu passo chegar
vai dizer:
- amanhã já é outro lugar
Eu juro que é melhor enfim
eu juro vai ser melhor assim
Eu já não ligo mais para você
hoje não canto
não falo, não saio, não durmo bem
os tênues fios que me ligam a você estão hoje em prantos
e no entanto arriscamos tanto nos envolver
Desligo você
nus, deslizamos
pra que te esquecer
se o amor é tanto?
existo em você
por louco engano

Graveola e o Lixo Polifônico


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Grandes vinhos começam com as uvas sendo pisoteadas, 
e o mesmo acontece com a alma.
Revelar nossa grandeza exige momentos de dor. 
E como nossa natureza humana é fugir deles, 
precisamos fazer um contrato com nós mesmos, 
afirmando que iremos atravessar a dor, não importa o que acontecer.
Hoje, negocie seu contrato 
e comprometa-se a atravessar o desconforto
para se tornar grande.
Yehuda Berg

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Love, compassion and concern for others are real sources of happiness. 
If you have these in abundance, 
you will not be disturbed even by the most uncomfortable circumstances.
If you nurse hatred, however, you will not be happy even in the lap of luxury. 
Thus, if we really want happiness, we must widen the sphere of love.

Dalai Lama

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